[Resenha] Henshin Mangá

Escrito por Miaka J. S. Freitas - terça-feira, outubro 07, 2014

Resenha de volume cedido pela parceria com a Editora JBC. 

O que todo mundo deve está se perguntando se o titulo vale a pena ser adquirido. Quero dizer que sim. Não apenas pelo incentivo do nacional, mas por ser, no mínimo, interessante.

Algumas histórias dividem opinião. Não desmerecendo trabalho de ninguém e levando em conta que o volume não tem gênero definido: qualquer coisa poderia aparecer.
 
Capa e 4ª capa do Henhin Mangá vol. 1
(foto do acervo pessoal)
Duas das cinco histórias vão dividir o publico. É daquelas que, ou desperta amores ou o ódio. E aos que não vão amar pode até surgir a pergunta: porque escolheram? Aos que amarão, vão pedir mais.
O legal do encadernado é que além das histórias vêm também os comentários dos jurados em cada história. (e não é que percebi que eu sirvo para ser jurada? Tudo que notei, critiquei, avaliei e comparei, vi que os jurados notaram, avaliaram, criticaram e compararam em seus comentários finais.
E seguindo a linha de coletânea aqui, vou comentar sobre cada história, afinal, eles merecem.

Ah, acho que o modelo de coletânea deve ser mais aproveitado por esse novo selo da JBC. E uma coisa que deve ser colocado em consideração é que por serem histórias curtas, coisas que nós leitores estamos acostumados (como com personagens mais profundos) deixam muito a desejar. Se isso já acontece em volumes únicos, imagina em histórias que tem tamanho de um capitulo de Fairy Tail ou One Piece. Então, nenhuma das histórias tem tempo o suficiente para desenvolvimento mais profundo de protagonista muito menos de enredo. É um volume para se divertir, acima de tudo. Mas a JBC pode entrar em contato, principalmente com os autores de [Re]Fabula e Entre Mosntros e Deuses, para que esses mesmos ganhadores fizessem uma revisão e um trabalho mais aprofundado de seus roteiros. Eu, assim como acredito que muitos leitores, adorariam ver essas histórias bem mais desenvolvidas.

PS: Daqui em diante você estará por sua conta e risco. Pode haver pequenos spoilers de cada história. Não me responsabilizo por "estragar" alguma leitura futura. Aviso dado. 

Quack
Primeira história do volume e já tem uma merda falando e andando.
Não lembra a Arale?!
(extraído do volume do acervo pessoal)
Criaram uma história para afirmar que a zoeira não tem limites. E nas primeiras páginas eu senti que estava lendo a versão mais “zoada” e mais engraçada (até mesmo com piadas mais apelativas) de Dr. Slump. A primeira página você vê que parece a Arale. É uma história que poderia ter mais enredo, ter um encontro dos nativos com os nossos protagonistas, poderia ter mais coisas, mas percebemos que o foco principal da história não era mesmo ter um enredo atraente e sim cômico e isso foi desenvolvido ao longo das páginas.
A grande surpresa de Quack
(extraído do volume do acervo pessoal)
Acho que o ápice da história foi quando surgiu um vilão. Um vilão bem anormal, confesso, mas que, literalmente é uma merda. A falta do clímax faz com que a história fique um pouco estranha em seu fim. Se lembram do inicio da resenha, eu digo que algumas histórias ou despertam amor ou o ódio, Quack é uma dessas. Se você não gostar dela de cara, dificilmente nos decorrer das paginas vai se “apaixonar”.
Crishno: O Escolhido
Alienigena hu3 hu3
(extraído do volume do acervo pessoal)
Traço bem cartunesco (bem o estilo Steve Universe, se é que vocês conhecem). Com uns alienígenas bem engraçados, eles me causaram uma impressão de que já os vi em algum lugar (mas não me lembro da onde). Essa também é a segunda história que eu disse que muitos iam perguntar: não teve nada melhor para ganhar? Não quis desmerecer o autor, mas faltou um clímax nessa história. Faltou o ápice, faltou um “tcham” para fazer a história bem mais completa. É algo que ainda pode ser trabalhada. O estilo também tem um ar mais cômico, não casando com a história a principio. Acho que o autor poderia arrumar um novo rumo a essa história. Sinto que falta algo em sua essência.



[RE] Fabula
Uma das minhas favoritas. Aqui os protagonistas são os arqui-inimigos que mais conhecemos: o rato e o gato. Uma história rápida, cheia de ação. Com direito a seres antropomorfos, bem “gatos”, daqueles dignos de anime que fazem as garotas arrancarem suspiros (sim, confesso ter me apaixonado pelo visual do gato e do rato). Acredito que, muitos assim como eu, achou que o autor conseguiu definir muito bem as personalidades dos animais nessa história.
Protagonista Gato, sem trocadilhos!
(extraído do volume do acervo pessoal)
Entre Monstros e Deuses
Essa fez muita gente se perguntar o porquê o titulo fala de monstros e deuses, se esses não aparecem na narrativa. Mas poucos não deram uma interpretação figurativa a esses termos. O mangá que me agradou muito visualmente, lembra as obras de Sadman, de Cinderalla e muitos outros que em seu traço coloca melancolia e terror (falo terror, pois agora me foge da mente melhor palavra para definir). Eu conheço um amigo (Neo Sullivan) que desenha nesse estilo, e posso dizer que me apaixono e muito pelos desenhos dele, sou louca de paixão, e adoraria que um dia ele desenhasse meus contos com o traço dele, pois sei que casaria perfeito com o estilo que escrevo.

Página dupla mais linda do volume
(extraída do volume do acervo pessoal)
Essa história, para mim, é a que apresenta a mais bela cena dupla do volume. Aquelas paginas duplas realmente me fizeram amar o traço. A história conta de uma deusa que também pode mostrar seu lado sombrio (seu lado monstruoso), que nem tudo é bom, é perfeito. O ser humano não é apenas bom, os deuses não são só bonzinhos. A história também trata de um assunto delicado que é a morte. Para muitos essa história combinada com o traço é bem melancólica, acho que pelo desespero (não perceptível) dos personagens, essa foi, a de longe, mais profunda de toda a coletânea. E a minha preferida das cinco.
Deusa - Esse traço não é lindo?!
(extraída do volume do acervo pessoal)
Starmind
Esse é o melhor retrato de shonen, na minha opinião. O traço do autor as vezes oscila entre um cartoon rabiscado rapidamente, até um estilo mangá bem detalhado. É uma mistura de traço que dá uma dinamicidade maior a história. Aqui o protagonista se transforma numa espécie de super herói mascarado, o que dá o nome a história. A parte dinâmica não pode ficar de fora, por se tratar de algo que vai se assemelhar a muitos shonens de luta que vemos por ai, é para dá mais ação a cada quadro da história.


Mas não apenas para retratar uma história de super herói, aqui ele não combate perigosos bandidos, e sim uma situação que ainda vivenciamos no país: a falta de educação. Como assim? Podemos tirar uma critica por parte do autor. Sabemos que uma coisa que ainda acontece muito no país é o analfabetismo, é a ignorância de muitos contra poucos esclarecidos. E a história trás um pouco de critica desse lado, quando o Starmind quer trazer o esclarecimento a todos. Mas também critica o lado daqueles que pagam de esclarecidos e querem impor tudo ao seu modo aos demais. O Starmind tem esses dois lados, o lado que quer tirar da ignorância as pessoas, mas a qualquer custo e de seu próprio modo, obrigando-as e não dando a consciência critica. 

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