Crítica || Vingadores - A Era de Ultron

Escrito por Miaka J. S. Freitas - segunda-feira, maio 18, 2015

"Estamos num pedaço de terra flutuante, lutando com robôs e eu uso arco e flecha"

Tanta coisa para falar desse filme. Esperei um tempo para a euforia acabar e poder refletir melhor sobre tudo que foi apresentado. E quando mais você se afasta da emoção e euforia da sala do cinema, mais dá para refletir sobre o que foi mostrado (e encontrar os furos de roteiro em várias partes).

Também demorei para falar da obra, porque aqui teremos spoilers (de pequenos a imensos mamutes de spoiler), ou seja, se você ainda não assistiu, nem comece a ler essa postagem. Volte para o inicio e procure outra matéria interessante.

Nem sei por onde começar... Começo com o Mercúrio... com Ultron...

O filme segue o mesmo esquema de sempre, alguma dificuldade, problema, que faz os vingadores se unirem e trabalhar em equipe. Diferente do primeiro filme, vemos aqui que com o tempo deu para rolar um pouquinho mais de química entre os integrantes do grupo. E da Viúva Negra, rola ainda mais...
Nesse filme, o roteiro trabalhou ainda mais na Viúva Negra e no Gavião Arqueiro, já que os mesmos não tem filmes, nada melhor que trabalhar e centrar mais ainda neles.

A trama começa com eles tentando resgatar o cedro de Loki, onde é localizado a Gema da Mente, onde estão utilizando o poder do mesmo para fazerem pessoas com habilidades especiais (depois você descobrem que são a Feiticeira Escarlate e o Mercúrio, dando brecha para os Inumanos).

Resgatado o Cedro de Loki, o Tony vê potencial e quer estudar o mesmo, com isso descobre que poderiam fazer uma inteligência artificial a partir dos dados encontrados dentro da Gema. Aqui começa os furos... O Javis já não seria uma IA? Ele tem assimilação do mundo em sua volta, realmente entende o que está acontecendo e tem uma consciência além do que o Tony programa, manda, pede. E isso é provado em uma parte do filme quando descobrem que o mesmo não foi destruído pelo Ultron.

Mas deixando isso de lado, IA está em moda novamente, esse já é mais uma obra que eu posso ver o assunto rolar  na minha frente. E dessa vez, de uma outra forma, onde ficou também possível a construção de um corpo biológico por meio de uma tecnologia de replicação de células desenvolvida num laboratório. O que ainda não é possível, mas estamos perto, já que me lembro em algum momento ler sobre uma reportagem de que conseguiram recriar um Estomago artificial (veja uma noticia no site da Galileu, por exemplo).

Mais por ter uma AI mais evoluída, consciência própria, o Ultron já me chamou a atenção... Porém, em poucos minutos em tela, percebo que não fizeram um bom trabalho nesse vilão e ele acabou virando uma piada, ao meu ver.

Sei que isso pode ter sido necessário para se ter um vilão físico a qual os vingadores usasse e abusasse de lutas e cenas de ação. Como combater um vilão cibernético? Seria uma guerra travada com teclados de computador? Mas algumas coisas deveriam ser trabalhadas melhor, por exemplo aquela boca da carcaça do Ultron, aquilo ficou estranho demais (risos).

Mas tirando essa obsessão do Ultron em ter um corpo perfeito, o que qualquer AI que se preste gostaria de expandir no máximo seu poder entre as redes mundiais, coisa que o mesmo conseguiu logo no seu inicio de sua existência. Mas mesmo assim, ele ainda quer se prender a apenas um corpo. O que me leva a pensar que na cena que ele está fugindo e transportando seu corpo, que é a coisa mais preciosa para ele, ele deveria ter ido voando com todos os seus robôs subordinados, mas ele preferiu fugir por um caminhão do próprio laboratório, tudo porque todos os vingadores estavam atrás dele. Quanta burrice nessa fuga!

Mesmo assim, valeu a pena a valorização do Gavião Arqueiro nesse filme, já que sabemos que ele ficou muito mais apagado que qualquer ou coadjuvante do primeiro filme, dessa vez mereceu cada destaque. Outro ponto positivo é a briga do Hulk vs a Hulk Buster do Homem de Ferro, e ainda mais com aquela Verônica, um satélite que pode ser acessado em qualquer lugar do mundo, onde também pode reparar em tempo real e rapidamente a armadura. Isso é inteligentíssimo, pois o Hulk nunca foi uma criatura controlada totalmente e poderia enlouquecer a qualquer momento e pela sua força descomunal, ele com certeza quebraria uma armadura (mesmo ela sendo feita para combatê-lo).

Outra coisa interessante é o surgimento de mais um herói: Visão. E aqui começamos a intriga sobre o que essa persona que realmente. Qual é o cerne desse personagem? Ele é um herói nato ou apenas manobram os vingadores para um propósito oculto? Ele pode ter muito potencial a ser explorado no universo, se bem trabalhado.


Todo o filme tem um tom satírico e até cartunesco, com piadinhas fáceis e quase toda hora, quem está imerso ao universo de quadrinhos, se sente dentro de um quando se ver o filme. Mas para alguns, houve muita cena com conversinhas e piadinhas, que possam ter estragado no meio da ação, o que torna irreal. Mas um mundo com Thor, um deus nórdico tem como ser real? Até porque, com um deus, uma inteligência artificial podendo fazer tudo, um supernerd armado e blindado, um outro ser mutacionado que tem uma força descomunal, não há muito o que fazer. Tem que humanizar um pouco, pois seres assim, qualquer problema poderia ser respondido num piscar dos olhos.

Para quem quiser ver outras obras que comentamos sobre Inteligência Artificial:

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