[Resenha] O cão que guarda as estrelas

Escrito por Miaka J. S. Freitas - segunda-feira, novembro 03, 2014

Olhe o céu estrelado para as lagrimas não caírem.
Capa O Cão Que Guarda As Estrelas
Foto do Acervo Pessoal

Não tenho palavras para descrever o quão bela é essa obra.

Deixando logo claro que o gênero desse mangá e drama como o titulo 1 litro de lagrimas, já resenhado aqui no blog.

O cão que guarda as estrelas vem de expressão com os mesmos dizeres que significa “sonhar, tentar alcançar uma coisa impossível”. É dito quando alguém almeja ter algo que é impossível, como um cão que olha as estrelas como se quisesse alcançá-las.

É uma expressão parecida com o 1 Litro de Lágrimas, que tem um significado diferente (para os japoneses, as lagrimas são sinônimo de força – e não fraqueza, como é visto aqui no Brasil).

Voltando ao mangá, o titulo é uma lição de vida. Não, não digo de superação, mas alerta o fato de como um cão pode ser amigo do homem. Fiel, companheiro e sincero. Todos conseguem ser sinceros na frente de um cão.

Pelo menos uma vez na vida, você já teve um animal de estimação, e quase sempre foi um cachorro. E quem já conviveu com um animalzinho sabe o quão é prazeroso ter a companhia dele e também o quanto você consegue se afeiçoar ao animalzinho (tanto que é uma tristeza saber que ele não vai poder passar a vida inteira do seu lado).

O mangá conta a história de um pai de família que sempre aceitava tudo calado (seja para não arrumar brigas em casa, seja pelo desanimo que a vida deu para esse senhor) e o cachorro foi a única amizade verdadeira que ele construiu. Tudo isso é mostrado na visão simplista de seu cãozinho, que vê o decorrer da história como um telespectador que nada entende sobre a situação ao seu redor. Um cachorrinho que fica feliz com gestos simples como um carinho na orelha e não tem as preocupações que assolam as pessoas no dia-a-dia.

Aqui é mais uma lição de vida de como uma amizade simplista e fiel pode ser a solução para uma vida caótica e individual que o mundo nos apresenta.

Nosso pequeno grande protagonista
Foto do Acervo Pessoal
Me tocou ainda mais pois eu tenho um companheiro canino. Meu cachorro se chama Tom e fez, no dia 12 de setembro, 18 anos de idade (ganhei ele com 1 ano de idade, e sei que ele está um senhor de idade e vai fazer muita falta para a família um dia). E meu cachorro transpira sinceridade, fidelidade e amor. Transpira a inocência e pureza desses sentimentos. Um cachorro é sincero até seu ultimo minuto. E isso o autor consegue captar e escrever nesse mangá. Como dito antes, o mangá foi escrito na visão do cachorro dessa família, o que deixa a obra transbordar emoções (lembra que em filmes, séries, livros, quadrinhos em que um animal morre e todo o publico chora? É um recuso muito bom para despertar as reações e emoções do telespectador quando bem usado).

A simplicidade, a sinceridade e a ingenuidade que o cão transmite no mangá enquanto seus donos vão vivendo a vida mostra o quanto o cachorrinho foi o alicerce do protagonista (aquele pai de família).


Amor verdadeiro e cumplicidade são a base de O Cão que Guarda as Estrelas. Emocionante e cativante. 

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