[Resenha] #Booktour: A Princesa com Olhos de Gato

Escrito por Miaka J. S. Freitas - quarta-feira, maio 01, 2013

Tão humana
Mas com olhos de Gato.

Maldição. Magia. Romance. Aventura. Contos de fadas adulto. Se não fosse por ser uma gata, a princesa me cativaria por completo (risos. É que me lembrei da raposa de pequeno príncipe, gente!).

Confesso que, no inicio da leitura, só observando a capa e lendo a sinopse, eu tive a sensação que seria uma leitura bem infantil, voltada a esse publico infanto-juvenil. Mas cá minha surpresa quando estava mais da metade do livro quando no popular “a porca torce o rabo”.



Cheguei a ter medo de partes do livro que beira ao macabro. Não que o livro seja de terror, longe disso, mas é que da calmaria vem logo algo tenebroso como deserto com lagos de sangue. Vou até parar de falar, porque  não vou estragar futuras leituras. Quero que vocês se surpreendam.

Adorei o livro em si, para mim é um verdadeiro conto de fadas adulto, como todo conto deveria ser, fantástico e mágico, não precisa necessariamente um final feliz previsível. E é isso que Gislene Vieira quer propor no livro (ou se ela não quis propor, eu proponho essa analise aqui).

A historia circunda a maldição que se abateu sobre o reino de Rúbia, mas especificamente na única herdeira do trono, chamada Loiane, que tem olhos de gato. O que também gostei muito do livro, é que ele começa já acontecendo algo. Não é que os outros livros não acontecem, não me levem a mal, mas é porque muitos só vai começar a “pegar fogo” depois de mais de 50 paginas de ladainha. Se qualquer outro autor escreve sua versão de A Princesa com Olhos de Gato, com toda certeza gastaria mais de 100 paginas só com a chegada de Abner, que é o personagem utilizado para apoio e desenrolar de toda a trama. Acho que sem Abner, nenhuma história seria construída.

Eu adoro fazer casais e shippar (no maior conhecimento do internes aqui) gente na trama. Acho que todos que lerem o livro também começarão a shippar o casal Abner Loiane (e também sentir raiva da Sônia). É quase impossível não torcer para que algo não aconteça quando toda a aventura só deles dois, juntos, sozinhos numa floresta (hihihi!).

Como disse, achava a narrativa com cara de infanto-juvenil, não só pela diagramação da capa, mas também a narrativa simples, com palavras fáceis e leitura bem harmônica, chega a ter sonoridade de um poema em prosa mesmo. E mesmo achando isso, achei um ótimo livro, um conto de fadas bem mais elaborado, mas mudei de ideia para a metade da aventura. Mas creio que independe do publico que queira atingir, Gislene conseguiria facilmente agradar todas as faixas etárias leitoras com esse livro. E com isso só fica a vontade de quero mais. 



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2 recados

  1. Nossa! Não imaginava que era assim, amei a resenha. Ele já estava na minha lista de desejados.
    Bjinhos!

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  2. Realmente pela capa do livro não dá pra imaginar que é assim...fiquei curiosa pra ler agora...

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