[Resenha] Dezesseis Luas

Escrito por Miaka J. S. Freitas - sexta-feira, março 22, 2013




Limão e Alecrim.
Mistério, sonhos e uma garota nova e esquisita? O que acontece em Gatlin?

Logo de cara, comecei gostando de "Dezesseis Luas". O livro começa e me surpreendo que a narrativa é de Ethan Wate, um garoto do ensino médio. Isso me conquistou de primeira, há tempos não lia um romance em que era um homem a narrar em primeira pessoa os acontecimentos decorrentes no livro.

Lembrei-me, no inicio, vagamente de Fallen e de Crepúsculo, pois ambos a história começa com a chegada das garotas num ambiente novo. Mas dessa vez, é a visão de Ethan sobre a garota que chegou em sua pacata cidade.

Pena que a lei ”cidade pacata é lugar ideal para coisas sobrenaturais” não é cumprida na vida real. Onde eu moro realmente seria um cenário perfeito para um livro nesse estilo. Falando na cidade, a atitude reservada e conservadorista dos cidadãos de Gatlin, lembrou-me vagamente o filme "A Vila". Temer o diferente, temer os estranhos, manter a normalidade, conservar os bons costumes. É disso que me faz ver "A Vila" em Gatlin. E quando alguem sai daquela zona segura do conforto, quando a cor vermelha (ou no caso olhos verdes, cheiro de limão e alecrim) ameaça o equilíbrio e a calma de Gatlin, o jeito é tentar cortar o mal pela raiz.

Ethan sonha todas as noites, nos últimos meses com uma garota que nunca viu na vida, até ela entrar em sua sala de aula. Tudo poderia ser normal até revelar que Lena é sobrinha do Ravenwood, o excluso da cidade. Além de ser um pouco mais especial que os demais jovens da cidade. Ela é uma conjuradora.

Dezesseis Luas foi o primeiro livro que li em 2013. Escolhi justamente por ter um filme previsto para estrear logo no inicio desse semestre. O melhor de se ver uma adaptação é poder ter conhecido a obra literária primeiro. Quero, logo de tudo explicar que essa história conseguiu me prender e foi muito ruim para mim quando acabou. Deixou um gostinho de quero mais.

Aconteceu tanta coisa. Nem sei por onde começar. Se eu contar tudo que me agradou, as partes emocionantes. Vou ter que soltar muita coisa sobre o enredo. Melhor o Pikachu aparecer na postagem. Vamos listar tudo que adorei na sacada desta história.

A primeira eu já disse, é um homem, o Ethan que narra a história. O fato é diferente do convencional. Algo que estou acostumada de ler é as mulheres apaixonadas narrarem a história do seu ponto de vista.

Gostei da ligação Ethan e Lena, não apenas pelos sonhos em comuns que mais parecem reais, mas também a telepatia (se assim posso chamar) deles. Nossa, deve ser ótimo ter aquele canal que só você e seu (sua) amado possa utilizar. Veja o quanto pode se economizar no telefonema. O ruim é que tem que controlar o que pensa, vai que ele possa ouvir também.

Gostei da teoria de que a Biblioteca dos Conjuradores existisse. Deve ser ótimo um fato de uma infinita extensa faixa de corredores de livros de todos os tipos de conjuros em um único lugar. Túneis que ligam todas as cidades, fazer entregas em tempo lunar. Não dura nem um minuto, e foi por esses túneis que eles conseguiram trabalhar algumas coisas no final.

O que não ficou muito claro foi todo esse poder dado a Ethan. Bem, não foi dado, mas ficava claro que ele influenciava de alguma forma na segurança de Lena. Não sei porque eu não dei muita atenção em algumas linhas ou não foi muito bem detalhado. Espero que nas seqüências isso seja explicado melhor.

O final apenas me deixou triste. Ao mesmo tempo me fez mais curiosa para ler “Dezessete Luas”. Ora olhos verdes, ora olhos amarelos. Luz e Trevas no mesmo lugar. Ela não foi invocada ainda, mas permanece na linha que limita os dois lados. Adorei essa premissa dela ser algo além da maldição atual gerada pelo amor de Genevieve por um mortal. 







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